Cedae reduz produção de água de novo, e abastecimento é afetado para 10 milhões de pessoas

Cedae reduz produção de água de novo

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) anunciou uma nova diminuição na produção de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, que fica em Nova Iguaçu. O motivo dessa redução é um vazamento ocorrido na rede. Esta situação já impactou o abastecimento de água para cerca de 10 milhões de pessoas.

Manutenção e capacidade de tratamento

A ETA Guandu, a maior do estado, precisará operar com apenas 50% de sua capacidade até que as manutenções sejam finalizadas. O incidente que levou a esta situação começou no dia 5 de fevereiro, quando uma tubulação se rompeu. A primeira tentativa de conserto, no entanto, não resolveu o problema, já que um novo defeito foi identificado posteriormente.

Reabastecimento gradual

Embora a Cedae não tenha um cronograma exato para a conclusão dos reparos, o restabelecimento do serviço será feito de forma gradual. O processo pode levar até 72 horas, especialmente nas áreas mais altas e nos extremos do sistema de distribuição de água.

Áreas afetadas pelo racionamento

A redução na produção d’água está afetando diretamente a capital fluminense e a região da Baixada Fluminense. A ETA Guandu é responsável pelo fornecimento de água para os seguintes municípios:

  • Belford Roxo
  • Duque de Caxias
  • Mesquita
  • Nova Iguaçu
  • Nilópolis
  • Queimados
  • São João de Meriti

Além disso, a capital incluindo as Zonas Sul, Norte e Centro também enfrenta dificuldades no fornecimento.

Orientações para os moradores

A concessionária Águas do Rio orienta os residentes nas áreas afetadas a armazenarem água em cisternas e caixas d’água para uso essencial. Recomenda-se evitar atividades que exijam um elevado consumo de água até que o abastecimento seja regularizado.



Primeiro vazamento e seus efeitos

O primeiro vazamento ocorreu na manhã do dia 5 de fevereiro, resultando em alagamentos e danos às propriedades em Nova Iguaçu. Esse incidente causou a interrupção da distribuição de água em sete municípios da Baixada Fluminense.

Resposta da Cedae

A Cedae afirmou que tem mantido suas equipes mobilizadas no local com o objetivo de mitigar os efeitos do vazamento. Estas equipes estão realizando inspeções técnicas e garantindo que a assistência seja fornecida prontamente às famílias afetadas.

Danificações e recuperação das áreas atingidas

A companhia também informou que fará uma avaliação dos danos causados às propriedades e que os reparos necessários serão custeados por ela. Neste momento, o serviço de limpeza nas regiões impactadas está sendo realizado.

Além disso, o Serviço Social da Cedae está atuando no local prestando apoio e orientações às famílias afetadas, com o trabalho programado para continuar ao longo do fim de semana.

Bairros afetados na Zona Oeste

Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, os bairros que sofrem com a falta d’água incluem:

  • Bangu
  • Barra de Guaratiba
  • Campo dos Afonsos
  • Campo Grande
  • Cosmos
  • Deodoro
  • Gericinó
  • Guaratiba
  • Ilha de Guaratiba
  • Inhoaíba
  • Jardim Sulacap
  • Jabour
  • Magalhães Bastos
  • Paciência
  • Padre Miguel
  • Pedra de Guaratiba
  • Realengo
  • Santa Cruz
  • Santíssimo
  • Senador Camará
  • Senador Vasconcelos
  • Sepetiba
  • Vila Kennedy
  • Vila Militar

Considerações finais sobre a situação

A nova redução na produção de água pela Cedae, após o vazamento na ETA Guandu, evidencia a fragilidade do sistema de abastecimento de água na região metropolitana do Rio de Janeiro, assim como a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e manutenção preventiva.

Enquanto as autoridades trabalham para resolver o problema, a população deve atentar para a gestão responsável do recurso hídrico.